Pessoas das cores
- 3 de dez. de 2019
- 4 min de leitura
Atualizado: 9 de dez. de 2019
A alegria do povo haitiano é nitidamente expressa nas cores fortes de suas roupas, de suas comidas e de sua bandeira
Texto, imagens e edição de Matheus Pereira
Está galeria de fotos é o registro em imagens dos trabalhos de reportagens aqui apresentado, momentos e eventos que o grupo presenciou enquanto desenvolvia o site. Ao longo do projeto foram feitas mais de 1400 fotos, sendo 720 na igreja Salém, e no dia da festa das nações mais de 400 fotos. O destaque fica para a profusão de cores que acompanha o povo Haitiano, principalmente nas vestimentas e nas cores fortes de sua bandeira.
A galeria reúne uma coletânea de 43 imagens do culto Igreja Salém, Festa das nações, Curso de português na Unicamp, Dia da bandeira haitiana e do um Making Of da entrevista com Berhman Garçon. A ideia é transportar o leitor para dentro dos lugarese levá-los a conhecer mais da cultura haitiana que está se ampliando em Campinas com cada vez mais imigrantes chegando.
Entrevista com Berhman

A entrevista com Berhman Garçon, fundador da Casa de Cultura Haiti Brasil aconteceu na Estação Cultura

O local da entrevista foi improvisado em uma sala vazia da Estação Cultura, pois onde seria a gravação, estava sendo organizado para um evento da Prefeitura

Utilizamos um tábua grande de madeira grafitada que encontramos dentro da sala para ser o cenário de fundo de nosso entrevistado

A entrevista teve que ser para no meio, com os questionamentos dos guardas que não tínhamos autorização para gravarmos no local

Retornamos as gravações após falar com a pessoa que cuida do segurança do lugar e avisamos que tínhamos autorização para gravação

O Haitiano fundador da Casa de Cultura Haiti Brasil foi um dos primeiros imigrantes de seu país a chegar em Campinas em 2010

Apesar de ter que enfrentar duas câmeras, Berhman não titubeou nas respostas polêmicas, até mesmo contrapondo declarações de Secretários da Prefeitura

Ao todo foram feitas 14 perguntas para o entrevistado, que aborda desde temas como trabalho, imigração haitiana, e moradia até questões sobre religião
Festa das Nações

Segundo os organizadores do evento, mais de 20 mil pessoas passaram na estação cultura em dois dias de evento

A estação cultura abrigou mais 20 nações representadas através de barracas culturais

Cada país também tinha uma barraca de comida típica. Berhman Garçon animava a onde pessoas podiam encontrar os pratos

Este é um prato típico do Haiti, que acompanha arroz com grãos de feijão, almôndegas de carne de porco, mandioca frita e uma salada de repolho e tomate

Para acompanhar o prato, estava sendo vendida uma bebida chamada Creme, com 57% de teor alcoólico

Na barraca cultural era possível encontrar chaveiros, brincos, pulseiras, colares, chapéus e enfeites decorativos

Além dos souvenirs, era possível comprar peças de vestuários, destaque para Dashiki, roupa típica do Haiti
Dia da Bandeira Haitiana

O DJ vindo direto do Haiti para o dia da bandeira Haitiana fazia os preparativos para o evento

Também vieram o cantor Ded Kra-Z (esquerda) e o DJ Nal (direita) diretamente do Haiti para agitar a festa

George Guitar é um imigrante haitiano recém chegado em Campinas que tem dado aulas de guitarra para complementar a renda familiar

Os voluntários da RAIR (Rede de Apoio aos Imigrantes e Refugiados) ajudaram na organização do evento

Entretanto, o evento que seria na Estação Cultura, mudou de lugar poucos dias antes, pois a Prefeitura cedeu o lugar para outro evento para a Concha Acústica

Consequências disso, poucas pessoas compareceram no dia e gerou prejuízo para os Haitianos

Mas isso não foi motivo para deixá-los cabisbaixos, pois aquele dia significa algo para eles

Que independente das dificuldades, eles podem vencer tudo com perseverança e um sorriso no rosto
Curso de português para estrangeiros

A língua portuguesa é considerada por imigrantes e professores um dos idiomas mais difíceis de ser aprendido

Esta é uma das apostilas do curso lecionado na Unicamp. O curso não só trabalha com a ortografia, mas também com a fala e com a audição dos alunos

Neste momento a professora estava ensinando os alunos as características linguísticas da leitura de um flyer

O refugiado venezuelano Ricardo Ochoa Riveiro lia com atenção para entender o que era escrito no quadro negro

Apesar de ser Venezuelano, curiosamente suas anotações sobre as aulas estavam em inglês

A peruana Lyane Jiménez Grados é outra imigrante presente na sala de aula em busca do aprimoramento do idioma

Quem leciona as aulas é a professora Maria Gabriela Pillegi-Provenzano, doutora em linguística aplicada

As classes são de grupos pequenos, não atendendo apenas haitianos, mas todos que querem aprender o idioma
Igreja Salém

Com trajes impecáveis os haitianos comparecem na Igreja Evangélica Cristo Salva em Barão Geraldo para louvar a Deus

Na foto está o ministro de louvor e parte da liderança da comunidade Haitiana que tem na igreja, Anolin Frédéric

Com a casa cheia os haitianos de Barão Geraldo e região chegam para cultuar em um culto que é ministrado em um misto de francês e crioulo haitiano

Um haitiano lê atentamente sua bíblia em francês aberta em Lucas 16, onde Jesus cita uma famosa passagem “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito”

O presidente da Casa Cultural Haiti Brasil, Francilome Choisy e sua esposa lendo atentamente a bíblia

O pastor Jean Frid também era pastor no Haiti, mas saiu do país por conta da situação económica e política que lá se encontra

A Santa Ceia são um dos elementos mais importantes para os cristãos. O pão representa o corpo de Cristo que foi entregue em sacrifício por nós

O vinho representa o sangue de Jesus derramado e redimido do pecado aqueles que o confessam como único e suficiente salvador da vida







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