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Unicamp oferece curso de português para estrangeiros

  • 3 de dez. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de dez. de 2019

Haitianos aproveitam a oportunidade para rápida adaptação ao país e melhor integração com os brasileiros


Por Guilherme Luiz


A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) têm ajudado muito os imigrantes que chegam na RMC (Região Metropolitana de Campinas) oferecendo cursos de língua portuguesa para estrangeiros. Iniciado em 2018, até o momento, quatro turmas já completaram o curso, totalizando 40 alunos, uma média de 10 pessoas por turma.

Antes voltado somente para alunos da Unicamp e funcionários, o curso que acontece no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) era limitado, pois a parceria com o programa Idioma sem fronteiras (IsF), não permitia que a comunidade externa se inscrevesse. Com à extinção do IsF por parte do governo do Estado, a Unicamp pôde abrir suas portas para qualquer pessoa que se interessasse, fazendo assim com que a quantidade de alunos aumentasse.


Alunos se empenham para a prova do Celpe-Bras

Foto: Matheus Pereira


Uma das professoras que ministram as aulas é Maria Gabriela Pelligi-Provenzano, doutoranda em linguística aplicada pela própria universidade. No áudio abaixo, ela explica o contexto em que os alunos haitianos entram na história.



A imigração haitiana para o Brasil é resultado da instabilidade política e econômica vivida no país e é nesse momento que a comunidade haitiana começa a participar das aulas, pela primeira vez desde o início do curso. Existe dois seguimentos, um deles é o chamado Básico 1, que são aulas voltadas para iniciantes no português, ou seja, que não sabem praticamente nada da língua.


Já o outro seguimento é voltado para a prova do CelpeBras, certificado de proficiência em Língua portuguesa para estrangeiros. Nouze Volcimus é uma das haitianas que concluíram o curso. Há 8 anos no Brasil, Nouze explica qual foi sua ideia quando começou.



A prova do Celpe-Bras é aplicada semestralmente no Brasil e no exterior pelo INEP, com parceira do MEC (Ministério da Educação). São realizadas em postos aplicadores como: instituições de educação superior, representações diplomáticas, missões consulares, centros e institutos culturais, e outras instituições interessadas na promoção e na difusão da língua portuguesa.


Apostila do Celpe-Bras usada no curso

Foto: Matheus Pereira


Os locais em que a prova é realizada fora do Brasil:


África (África do Sul, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Nigéria e São Tomé e Príncipe);


América Central (Costa Rica, Nicarágua, República de El Salvador e República Dominicana);


América do Norte (Estados Unidos e México);


América do Sul (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela);


Ásia (China e Coreia do Sul);


Europa (Alemanha, Áustria, Eslováquia, Espanha, Finlândia, França, Itália, Noruega, Polônia, Reino Unido e Suíça);


Oriente Médio (Líbano e Israel).


Ainda sobre o exame, a professora Maria Gabriela explica quais são os métodos de ensino praticados no curso.




Maria Gabriela Pelligi-Provenzano em ação

Foto: Matheus Pereira

 
 
 

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